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O Sucessor
Um bate-papo sobre negócios, sucessão e planejamento financeiro

Resumo da ópera
EDIÇÃO DE 11 DE AGOSTO
![]() Cláudio Oliveira CONSELHO CONSULTIVO EM EMPRESAS FAMILIARES - CHEGOU A NOSSA VEZ?Por que o conselho consultivo é importante e como ele impacta positivamente nas empresas familiares. | ![]() Fabio Uliana A CULTURA QUE COMEÇA ÀS SEGUNDAS, 7H29 DA MANHÃ.Como um verdadeiro ritual de cultura empresarial pode transformar o seu negócio. |
![]() Dr. Luciano Masson A IMPORTÂNCIA DA HOLDING PATRIMONIAL PARA FAMÍLIAS COM BENS E PROPRIEDADES.A estratégia correta, combinada com o propósito pode proteger o seu patrimônio. | ![]() Cláudio Siqueira Junior Por que todo mundo anda falando de Holding e Planejamento Sucessório?O planejamento sucessório pode impactar muito no momento do seu inventário. |

Conselho Consultivo em Empresas Familiares – Chegou a nossa vez?

Claudio Oliveira
Boas práticas de gestão, governança, profissionalização estes assuntos estão cada vez mais presentes na pauta dos proprietários de empresas familiares, seja nas reuniões de negócio ou nos almoços de domingo.
Conforme números apontados pelo IBGE e pelo SEBRAE, 90% das empresas brasileiras são familiares, elas respondem por 65% de nosso PIB e pela geração de 75% de nossos empregos. Entretanto 70% destas empresas não sobrevivem à geração do fundador e apenas 5% chegam à terceira geração.
Na jornada pela sobrevivência as empresas amadurecem e as preocupações aumentam, no estágio inicial, normalmente, o foco está apenas na sobrevivência e rentabilidade, logo em seguida o crescimento passa a ser um tema importante, seguindo com estas pautas em andamento, surgem novas preocupações como estruturação da gestão, orçamento, capacitação das pessoas, definição da estratégia, fontes de financiamento, ordem jurídica, separação orçamentária, retenção de talentos, sustentabilidade, diversidade, governança e por aí vai...
Além destes temas, nas empresas familiares há outras questões ligadas ao trinômio empresa, família e propriedade que têm importância fundamental no amadurecimento e perenização do negócio, tais como:
Sucessão
Propriedade
Disputa velada, ou explícita, entre irmãos
Preferências do fundador
Turbilhão de sentimentos
Disputas de egos
Influência das pessoas de confiança do fundador (fiéis escudeiros)
Peso do sucesso
Conflitos de gestão e estratégia
Medo de expor erros à família
Novos entrantes na família
Disputas familiares
Capacitação dos sucessores e herdeiros
Expectativas dos herdeiros e demais familiares
Poderíamos acrescentar mais itens a esta lista uma vez que cada empresa é única e possui seu próprio DNA.
Em minha experiência como executivo de empresas familiares vivenciei muitas destas situações e pude observar como estes aspectos uma vez mau conduzidos prejudicam o desempenho e podem levar a prejuízos financeiros, desgaste da imagem e perdas junto aos stakeholders e até ao fim do empreendimento.
O que fazer para superar os obstáculos
Para fazer frente às diferentes etapas do crescimento das empresas são necessárias mudanças na gestão, governança, e, muitas vezes, até mudanças na cultura da empresarial.
Boas práticas de gestão se aplicam a qualquer tipo de organização, independentemente de porte, natureza jurídica ou estrutura de capital, formando o alicerce sobre o qual se desenvolve a boa governança.
Para dar os primeiros passos as empresas podem implantar um Conselho Consultivo, composto por membros externos à organização, ou mesmo iniciar com um único profissional de fora da casa que possua uma visão holística e possa contribuir na tomada das melhores decisões estratégicas e na implantação de um modelo sustentável de gestão.
Claudio Oliveira é Conselheiro Certificado, Especialista em Empresas Familiares, Professor Convidado dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo a Brasília, Mentor de Executivos e Sucessores e Membro da Comissão Temática de Empresas Familiares & Sucessão da Board Academy. Atuou como executivo em diversas empresas familiares e multinacionais, incluindo 16 anos como diretor da Eucatex S.A.


Fabio Uliana
C8Club: A Cultura Começa Segunda-Feira às 7h30
Por trás do crescimento de toda empresa sólida, existe uma cultura forte. Mas o que quase ninguém conta é como se constrói uma cultura poderosa, treinável e aplicável na rotina da equipe. Essa foi a inquietação que deu origem ao C8Club, o primeiro clube de negócios do Brasil focado no crescimento das empresas através das pessoas.
O problema silencioso que trava o crescimento das empresas familiares
O Brasil é um país movido por empresas familiares. Elas representam mais de 90% dos negócios no país e são responsáveis por uma fatia significativa do PIB. No entanto, segundo o IBGE, apenas 30% chegam à segunda geração, e menos de 5% à terceira.
Esse dado não choca mais ninguém. O que poucos param para investigar é por que tantas empresas que nasceram com tanta força e valor perdem ritmo ao longo do tempo.
A resposta está na cultura.
Enquanto os empresários se capacitam, fazem mentorias e traçam novas estratégias de expansão, suas equipes permanecem operando no modo automático, sem treino, sem direcionamento, sem evolução comportamental.
O resultado? Planos ousados que não saem do papel. Sucessores sobrecarregados. Empresários que “já tentaram de tudo” e ainda assim continuam apagando incêndios no dia a dia.
Foi ao observar esse padrão se repetir em centenas de negócios que nasceu o embrião do C8Club.
Da demanda latente à criação de um movimento nacional
Antes de ser um produto, o C8Club foi um diagnóstico. Um alerta vindo da base.
Empresas que investiam em marketing, tecnologia e expansão, mas não conseguiam crescer de forma sustentável porque suas pessoas não acompanhavam esse crescimento.
Empresas com donos visionários, mas times perdidos.
Empresas com estratégias promissoras, mas sem cultura de execução.
Foi nesse cenário que a equipe da CÓDIGO 8 começou a desenhar um novo modelo: uma plataforma que não fosse uma consultoria esporádica, nem um curso pontual, mas um ritual semanal de treinamento comportamental e cultural, capaz de instalar e sustentar uma mentalidade de alta performance dentro das empresas.
Foram 3 meses de protótipo com 40 empresas, seguidos de uma segunda rodada com mais 40, validando o impacto da metodologia. O que surgiu dali não foi apenas um programa: foi um novo braço da gestão. Um novo “departamento” nas empresas, o departamento da cultura.
O que é o C8Club?
O C8Club é o primeiro clube de negócios do Brasil focado em treinar equipes de pequenas e médias empresas com base em três pilares: Comportamento, Mentalidade e Excelência.
Todas as segundas-feiras, às 7h29 da manhã, os times das empresas associadas se reúnem (presencialmente ou online) para participar de um encontro de 30 minutos, com conteúdo poderoso, linguagem acessível e foco total em aplicação prática na rotina de quem vende, atende, lidera ou apoia o dia a dia do negócio.
Os temas vão desde produtividade e disciplina até comunicação, resiliência, metas, visão de dono, autocontrole, inteligência emocional e tomada de decisão sob pressão.
Além disso, os encontros são gravados e organizados em temporadas, com acesso permanente em um portal exclusivo, permitindo que as empresas mantenham o treinamento ativo mesmo em caso de rotatividade ou onboarding de novos colaboradores.
Mais do que um clube. Uma escola viva de cultura empresarial
Inspirado nos modelos de life long learning e continuous reskilling usados nas maiores corporações do mundo, o C8Club traduz essa proposta para a realidade das PMEs brasileiras.
É um sistema simples, replicável, com baixo custo e alto impacto, exatamente o que pequenas e médias empresas precisam para crescer com base sólida.
Ao longo dos encontros, as equipes mudam de comportamento, aprendem a pensar como donos, param de depender 100% do líder para agir e começam a contribuir ativamente para os resultados da empresa.
O empresário, por sua vez, sai do modo operacional e assume seu papel estratégico, sabendo que agora tem um time em crescimento constante.
E para as empresas familiares…
Embora o clube atenda empresas de diversos perfis, seu impacto tem sido especialmente notável em empresas familiares.
Porque onde há herança, há também o desafio da continuidade.
E a cultura é a ponte entre o legado e o futuro.
Empresas que antes dependiam apenas da figura central do fundador agora conseguem estruturar um ambiente onde todos compartilham da visão, e têm repertório comportamental para sustentá-la.
A Cultura engole até as Melhores Estratégias.
O C8Club não ensina teoria. Ele cria musculatura.
Não entrega motivação rasa. Ele molda comportamento.
E não promete crescimento fácil. Ele instala consistência.
Talvez esse seja o passo que faltava entre o sonho da longevidade e a realidade da gestão.
E talvez, só talvez, a cultura da sua empresa precise começar a ser treinada às segundas, às 7h29 da manhã.


Dr. Luciano Masson
A Importância da Holding Patrimonial para Famílias com Bens e Propriedades
Famílias com patrimônio expressivo — como imóveis, participações societárias e investimentos — podem enfrentar desafios relevantes na gestão, proteção e sucessão desses bens. Nesses casos, a constituição de uma holding patrimonial pode ser uma solução estratégica altamente eficaz, tanto sob o aspecto tributário quanto sucessório.
Através da holding, é possível concentrar os bens em uma pessoa jurídica, o que tende a facilitar o controle patrimonial. Do ponto de vista fiscal, essa estrutura pode proporcionar significativa economia tributária, especialmente na administração de aluguéis e na venda de ativos, já que a carga tributária sobre a pessoa jurídica pode ser inferior à da pessoa física.
No planejamento sucessório, a holding também pode representar uma grande vantagem. A antecipação da sucessão por meio da doação de quotas aos herdeiros pode evitar o processo de inventário — geralmente caro, demorado e sujeito a disputas. Cláusulas como a de incomunicabilidade e a de restrição à venda de quotas podem proteger o patrimônio em casos de divórcio ou litígios. Além disso, a cláusula de reversão pode garantir que, em caso de falecimento de um herdeiro, as quotas retornem ao titular original, impedindo que entrem na partilha com terceiros.
É fundamental ressaltar que, ao considerar a criação de uma holding patrimonial, é altamente recomendável procurar um advogado de confiança. Esse profissional poderá realizar um planejamento patrimonial e sucessório completo, considerando as especificidades de cada caso, para que a estrutura da holding realmente atenda aos objetivos da família com segurança e eficiência.
Dessa forma, a criação de uma holding patrimonial pode ser uma alternativa segura, econômica e eficaz para proteger o patrimônio familiar e garantir sua continuidade entre as gerações.


Cláudio Siqueira Junior
Por que todo mundo anda falando de Holding e Planejamento Sucessório?
Se você acha que planejar o futuro é só para milionário, está na hora de rever esse conceito.
Hoje, com divórcios aumentando, herdeiros despreparados, reforma tributária batendo à porta e leis mudando o tempo todo, não dá para deixar “o pessoal decidir quando eu morrer”, afinal estou deixando um bom patrimônio para eles. Esse papo é a receita para briga de família, imposto alto e patrimônio indo pelo ralo.
O tal do planejamento patrimonial e sucessório nada mais é do que organizar de forma inteligente como seus bens vão passar para a próxima geração, sem traumas, sem processos eternos e, de preferência, pagando menos impostos.
A nova alíquota do ITCMD, por exemplo, pode dobrar em alguns estados (SP vai de 4% para até 8%), e muita gente já está se mexendo para fazer doações, testamentos ou criar holdings antes que a conta aumente.
E o seguro de vida nessa história?
Ele é o “coringa” da sucessão. Além de proteger a família financeiramente, garante liquidez imediata para pagar impostos e custos do inventário, sem precisar vender patrimônio às pressas. O seguro vitalício ainda permite escolher beneficiários livremente e tem benefícios como pagamento por prazo determinado, proteção para a vida toda e até possibilidade de resgate.
Patrimônio sem planejamento é como empresa sem gestão: pode até funcionar por um tempo, mas está sempre a um passo do caos.
Então, já pensou em como vai passar o que construiu para frente?
Cláudio Siqueira Junior, especialista em gestão de riscos e planejamento patrimonial sucessório. Colunista do jornal A Tribuna Piracicabana.
Obrigado por nos acompanhar até aqui!
Até a próxima edição.
Até 11 de Setembro, às 11h00!

Foi um prazer estar com você!




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